quinta-feira, 21 de abril de 2016

Porque escrevo?



A todos os que arranjaram disponibilidade para deixar aqui algumas linhas sobre o que significa para si escrever e que abriram o coração para revelar o que é isto da escrita, o meu muito obrigada. Os textos estão publicados de acordo com a respetiva ordem de receção e... são maravilhosos!
 

 Laura Ferreira – O sítio das pequenas coisas 

escrevo, em primeiro lugar, para falar comigo.
para me ouvir, para me compreender, para me superar.
escrevo depois para falar com os outros. para lhes fizer coisas, em metáforas, que nunca conseguiria dizer por palavras ditas.
escrevo sobre coisas pequenas, miúdas, aparentemente desinteressantes.
nessa viagem escrita, das coisas pequenas, perco-me e derivo para reinos, meandros e imagens de tantas outras coisas que considero grandes.
é precisamente aí, nessa pausa (in)consciente, nessa fuga e mergulho no implícito, nesse deambular infindável nas entrelinhas, que encontro o verdadeiro motor da escrita.
às vezes começo com um cheiro. exploro-o, deixo-o voar até ao ouvido; este retorna-o à boca, húmida e ávida; a boca, verte-o delicadamente nas mãos que, por sua vez, deixam que ele escorregue para as coxas, que muito lentamente o deixam penetrar na terra húmida.
é nesta viagem dos sentidos que me encontro e reencontro fragmentos de mim, da minha vida, do meu existir com os outros, da minha passagem pelos dias e pelas cores. é desta amálgama desordenada de elementos e palavras e memórias que teço textos apoiados em questionamento e reflexão; é desta estupidez de coisas díspares, enormes e tantas que construo imagens inequívocas e tão minhas; é deste vómito frenético do real que me sossego e me seguro e me surpreendo.
os meus textos têm por base viagens que nunca são iguais.
ainda que quase sempre me apeteça viajar, nem sempre me apetece escrever.
viajo muitas vezes em silêncio, a escrever para as paredes do meu ser.
nunca sei quem vou encontrar, como vou sair das minhas viagens.
nunca espero nada e às vezes a escrita dá-me um fragmento do "tudo".
escrevo assim, sem razão, sem freio, sem norte.
às vezes por causa de uma imagem, de um acorde menor de uma música.
às vezes por causa de um arroz basmati com ervas aromáticas, às vezes por causa dos refugiados e do aquecimento global.
e às vezes, como foi o caso de hoje, por causa de um sorriso.

(e porque quando te leio, fico com as minhas palavras-viagens em alvoroço).


Sandra Louçano – Teia de Folhas de Papel

“Um sorriso também pode ser uma ferida aberta” 
Porque escrevo? Perguntas-me tu, Miss Smile.
O título da tua publicação que imputou esta pergunta poderia muito bem ser uma das minhas respostas, transferindo o sorriso como resultado de um registo escrito macerado. Mas essa realidade, hoje não é a minha verdade, acontece que a tua questão coloca-se hoje e agora, e hoje não te sei dizer o real motivo porque escrevo.
Se fizer uma análise retrospectiva e introspectiva sobre a questão, posso dizer-te que em tempo, não há muito tempo, mas há algum tempo escrevi muito num determinado registo. Fiz da escrita uma terapia afectiva, como quem procura a cura de toda a desventura na poltrona de uma consulta de psiquiatria.
Ao invés, a palavra assistiu-me como elemento medicinal cicatrizante. Quantas vezes, lambeu ela a minha ferida em tempo aberta, e outra tantas escoriações! Posso dizer-te que foi nos piores momentos da minha vida, de dor e de agonia que brotaram os meus escritos mais bonitos. Hoje, a ferida está cicatrizada e a sua marca permanece escarificada no corpo da minha alma. Não tenho saudades nenhumas desses momentos, longe de mim os quero. Agora tenho muitas saudades e sinto muita falta dos meus escritos mais bonitos. Olho para eles, e questiono-me de como fui capaz de conseguir tamanhas façanhas, algo de que hoje, não sou capaz.
A verdade é que cada vez mais, escrevo cada vez menos. A memória tem vindo a perder a capacidade de armazenar e de processar informação, e o tempo útil é canalizado de outra forma. E com isto te digo que a minha teia, a cada dia, está mais perto de deixar de ser tecida. Já muito vivi para o meio tempo de vida que já vivi, e já muito escrevi e já muito registei, mas redundância do meu sentir, remete-me hoje para o silêncio, sobe pena de não me querer ver como uma alma obsoleta e de não me querer ouvir como um disco riscado perturbador.
Hoje, como te disse, não sei porque escrevo, o objectivo primeiro deixou de fazer sentido. Talvez escreva na tentativa de encontrar respostas a perguntas de retórica; talvez procure atingir a paz no equilíbrio emocional e afectivo, ou talvez queira apenas deixar o meu registo escrito como prova de ter existido. Mas de uma coisa eu tenho a certeza, o meu escrito mais bonito, não será escrito, permanecerá imaculado no silêncio de uma folha de papel branca.
Eu bem o tento, mas sei que um dia chegarei lá. 


João Pedro – Devaneios a Oriente

Só escrevo no blogue.
E escrevo no blogue porque gosto de escrever, porque gosto da interacção na blogoesfera. 
 

C.N. Gil – OQMDNT

Essa foi talvez a mais desconcertante pergunta que já me fizeram, numa entrevista que dei para um jornal local do Barreiro aquando do lançamento do meu primeiro romance!

Acho que escrevo para me organizar. Ter personagens que têm visões do mundo completamente diferentes força-me a pensar nas coisas de uma maneira completamente distinta. Força-me a ver os vários ângulos de uma situação, força-me a atacar e a defender a mesma questão.

Basicamente, escrever confirma ou altera radicalmente o que penso acerca de um determinado assunto.
Portanto acho que escrevo para crescer

  
eu escrevo porque transbordo.
espero que miss  smile não seja a falta do sorriso.

gosto tanto de te ler, escrevo também por isso, porque te leio.
 

Carmem Grinheiro – Do lado do sol

O escrever, que também eu tantas vezes o percorro com passos desajeitados tropeçando ora em auroras, ora em quase abismos, eu o dividiria em dois grandes caminhos: o trabalhado e suado, que segue tema pré-determinado e o genuíno, que ultrapassa vontades, aquele que nasce algures nas entranhas do ser.
Esse, que marca o estilo, que dita o tema, é um grito sem elevar a voz, que pode bradar e escancarar-se em silêncio.
É a alma, senhora de si, ainda que o corpo esteja atado, que canta seus amores, que chora seus lamentos, que solta sua indignação, que brada aos céus seu infortúnio e espanta a saudade.
Escrever é deixar aflorar a voz da alma, que explode em catadupa de emoções sem vírgulas nem freios e traduzi-la em palavras, organizar-lhe as frases e compor o texto que falará de mim, do outro, de tantos e do ninguém, de tudo e do nada.

Depois da voz da alma ser escrita, restará àquele que ler escolher a interpretação, segundo sua própria alma.



Ai, Miss Smile! Isso é pergunta que se faça? Uma pessoa está sossegadinha e vem aqui ver se há  uma história nova e tropeça numa pergunta destas... ;) Por que razão escrevo eu? Porque me inspirei nas suas palavras, porque me deixei balançar pelas suas histórias, porque deixei cair, muitas vezes, lágrimas (algumas ficaram só a tremelicar…), porque me revi tantas vezes no meio das subtilezas dos jogos de palavras e fiquei ali a saboreá-los… ai, Miss Smile, isso é pergunta que se faça? E depois fui descobrindo outros blogues e fiquei com vontade de comentar, de dizer que gosto do que leio. Talvez também escreva, porque pode ser que tenha alguma coisa a dizer a alguém. Comecei por escrever primeiro para mim. Depois lá ganhei coragem, resolvi criar o meu blogue e cá estou eu. Às vezes, escrevo e publico, outras vezes escrevo e fico com os textos, aqui bem resguardados, sem coragem para os deixar ver a luz do dia ou a escuridão da noite… Leio e volto a ler, antes de publicar, e penso: será que isto faz algum sentido? Será que isto traz algo de bom ou de novo a alguém? E há textos que me divertem, mas há outros que revelam o meu lado mais negro. E também escrevo para me descobrir, para descobrir se há mais pessoas como eu, daquelas que também encontram «ervilhas» no caminho, as boas e as más (ups!...para perceber estas «ervilhas» é preciso ler o meu primeiro texto do blogue). 


Ava Pain – Diário de uma dor de cabeça

As letras misturam-se todas umas nas outras como se fossem uma sopa. Ou um labirinto do qual não mais se consegue sair. As letras formam palavras e estas com vontade própria vão à sua vida e fazem o que bem entendem. Por vezes, guardam-se num armário. Mas claustrofóbicas e irrequietas elas abrem a porta e saltam para o caderno de folhas brancas. Voltam a ser guardadas, às vezes até apagadas. Agarra-se num livro para descobrir que caminho levam outras acasaladas, adormecemos e sonhamos com as histórias que saem delas. No dia seguinte ou num outro qualquer, voltamos ao armário, soltamos as nossas letras e voltamos a brincar com elas. 


Gábi - Dona-redonda 

Eu escrevo porque quero fixar momentos e porque gosto de descobrir histórias, como se as contasse primeiro a mim própria, depois com o blogue tenho a sorte de as poder partilhar e assim até voltar a vê-las com outros ângulos.
Gosto muito das suas histórias.


Linda Blue - Linda Blue 

Escrevo por impulso e por instinto, como quase tudo o que faço de "importante", ou de vital, na vida. 
Sofro de um grave problema de falta de assunto, e, mesmo assim, não paro de escrever. É por isso que, regra geral, o meu tema sou eu própria, ou os acontecimentos que se dão comigo, ou aos quais assisto. Esse é o motivo que explica que, nos textos que escrevo, imprima tantas vezes as minhas emoções, quer do momento em que vivi o que relato, como também daquele em que estou a passá-lo a escrito. Ou seja, escrevo um diário. Normalmente, passo a escrito logo assim que observo as coisas, ou que elas se passaram. Não uso papelinhos nem agendas, costumo fazer notas mentais — e só consigo escrever alguma coisa de legível no meu computador. É muito raro passar mais de um dia sobre os acontecimentos dos textos mais emotivos que já escrevi. 
Às vezes, gosto genuinamente de um texto dos meus. Recentemente, lembro-me de um sobre um cão que foi atropelado, e que escrevi poucas horas depois de ter assistido à dor do dono. Esses são os momentos em que escrever é uma necessidade: enquanto não o faço, ou não me sai o nó da garganta, ou o assunto não me sai da cabeça. Depois, também não sai, mas fica muito mais bem "arrumado". 
Chego a ter gosto em ler-me. E essa é uma das razões por que escrevo: para me ler. Não se trata puramente de uma questão de vaidade, mas sim e também porque preciso de me corrigir. A escrita pode constituir um exercício mental: lendo-me, apuro estilo, acerto pontuação, procuro harmonizar tempos verbais e regras gramaticais. 

Por tudo isto, posso dizer que escrevo como forma de libertação, a vários níveis: primeiro, porque solto amarras, depois porque ganho asas e, por fim, porque posso voar, sem medo de cair — sabendo que farei um regresso a solo firme perfeitamente seguro. 



Fê Blue Bird – O Blogue da Fê Blue Bird 

Escrever une-me a quem me lê, numa relação distante e próxima  que me arrebata e vicia. Nunca sei o que vou escrever, apenas vou  passo a passo, seguindo um caminho imaginário e sem pressa em chegar a um destino.  Mas não me convém abusar da sorte não vá o caminho dar em precipício :)
Às vezes, quebro e deixo de escrever, por razões que não consigo explicar ou entender. Não  sei se é do signo, se é da vida que me amarra a incertezas, talvez  seja um  misto de muitas coisas que constroem este meu estar.
Mas quando estou inspirada, nem imaginam o bem que me faz  escrever e o conforto que sinto por de vos saber desse lado.

Todas as noites
Dou corda aos sonhos
Porque nunca sei
Quando podem parar

O que seria de mim sem eles
Não conseguia decerto vos contar

Todas as noites 
Lavo este meu corpo
Da dor maldita
Que teima em me sujar

O que seria de mim sem ela
Já desisti de tentar imaginar

Todas as noites
tento escrever
Na doce esperança
De sempre melhorar

O que seria de mim sem ela 
Deixaria para sempre de sonhar.

 

Maria – A vez da Maria 

Escrevo. Escrevo desde que me lembro de saber juntar letras, maravilhando-me como se transformavam a cada alteração de ordem. Primeiro foram isso mesmo, puzzles de letras que iam enchendo cadernos de duas linhas, numa ortografia redonda e infantil, sempre feita com mil cuidados, não fossem as palavras ficar feias. Depois, como que por magia, passei a fazer puzzles de palavras e foi aí, quando senti que era capaz de dizer no papel aquilo que queria, que se tornou um vício. Eram as anotações nos livros, os poemas nos cadernos, o diário com cadeado e chave. Hoje, como então, escrevo com uma pulsão prazerosa, acerca de tudo e de nada, mas sempre com todos os meus sentidos alerta. O blog veio trazer uma dimensão nova ao encantamento: leitores. Mais ainda, leitores que comentam, opinam… As minhas palavras são, agora, uma ponte. 


Susana Rodrigues – a voz à solta 

Andei uns poucos de dias a perguntar a mim mesma por que coisa escrevo eu (e acho que ainda não sei bem exatamente porquê). Vieram algumas respostas. De entre elas, escolhi as duas que se seguem.

Primeira resposta a "porque comecei a escrever": desde criança que me apercebi que se vive totalmente só, vive-se num corpo de uma só pessoa, estamos sós, sós. Se à noite dá medo o escuro bem podemos chorar, sós. Por outro lado, se passa uma andorinha, a gente vê a andorinha, mas não está ali ninguém a quem dizer olha uma andorinha. Ou então vem o cheiro morno da primavera e pode não haver ali ninguém para sentir o mesmo cheiro morno da primavera, mas também pode haver ali alguém. E esse alguém dizer assim "ai pá que seca isso do cheiro da primavera e da andorinha, tu és uma seca, deixa-me mas é ver televisão". Foi assim que começou, eu precisava de "falar" com alguém que não estava ali. Por isso comecei a querer escrever. E escrevi uma história de uma Leonor que queria ser freira (mas não a acabei por isso não posso contar o final).
Segunda resposta a "porque continuei a escrever": porque escrevendo descobro-me, vejo-me. Escrevo e depois olho para mim, escrita. Um pedaço de mim, um até bem pequeno. Mas escrita. E assim escrita vejo-me melhor, um bocado de cada vez, como se fosse uma análise ao microscópio, devagarinho, sou eu em câmara lenta, encontro-me. Faço-me também rir enquanto escrevo (às vezes), ou chorar (menos vezes). E isso é bom. Tão bom, que continuo a escrever.

Também adoro ler (mas a pergunta não era essa). Só digo mais isto: adoro ler a Miss Smile, ela põe-me sorrisos na alma. E no coração. 
Obrigada, querida Miss Smile. 


Mia dos Santos - Desabafos em roda 

Escrever, escrever, eu não escrevo. Escrever é um ato reservado para alguns, com rasgo maior. Eu faço confluências. As palavras mais pequenas juntam-se a outras maiores. De pequenos afluentes a um caudal, a uma torrente. Ganhei-lhe gosto, mas pratico pouco. Naquele exercício de me fazer entender e de me fazer ser em palavras escritas, está o segredo do que para mim, é escrever. É fazer-me ser. É também, colocar à disposição, um estado de espírito. Libertador, ou não, o ato de escrever, assim num registo mais pequeno, como eu faço, é mais ou menos o mesmo que lambuzar uma fatia de pão cozido em forno de lenha, abocanhá-lo, com alguma elegância, vá, e depois saboreá-lo. E ficar com o paladar na memória. Penso que será isso, para mim. Fazer-me ser, a partir da palavra escrita. Saborear cada fatia caligrafada, teclada. Saborear cada texto, por pequeno que seja, porque é meu, saiu do meu estado de espírito que se põe ao serviço para fazer diferente de cada vez que se ergue, para por em palavras, todo o sentir.






72 comentários:

  1. Tantos motivos quantos pessoas...
    ...que é como tem de ser!

    Um post partilhado muito bom!

    Obrigado :)

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    1. É nos diferentes pontos de vista que reside a verdade…

      Um beijinho, C.N. Gil, e muito obrigada pela partilha :)

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  2. Obrigada, minha querida, por ter publicado o meu texto.
    Um beijinho muito grande e um dia feliz :)

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    1. Eu é que agradeço a sua disponibilidade e contributo.

      Um beijinho, querida Blue :)

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  3. Miss Smile, que maravilha.
    Obrigada por me trazeres desafios e sobretudo novos horizontes de leitura.
    Há aqui respostas simplesmente maravilhosas.
    Fiquei emocionada.

    um beijo com carinho

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    1. Há aqui muitas pessoas que escreveram com o coração… e tu és uma delas, Laura.

      Outro beijinho, com carinho :)

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  4. Minha querida, Miss Smile, eu é que estou grata por te partilhares connosco.
    Foi importante para mim esta tua pergunta. Obrigou-me a fazer um ponto de situação dentro de mim.
    Para além disso gostei muito de ler os demais registos, e o motivo diverso que leva cada um a escrever.
    Fica um beijo com um carinho muito grande.
    Bem hajas minha Amiga.

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    1. Eu é que agradeço a tua partilha tão sentida e sincera. Pessoas bonitas escrevem coisas bonitas.

      Um beijinho com carinho, Amiga :)

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  5. Bom Dia, Miss Smile!

    Revendo no texto da 'Princesa e a Ervilha', muito dos motivos que considerei não serem suficientes para responder à sua pergunta, revejo-me e penalizo-me, por não me esforçar mais para vencer a minha timidez. O receio de julgamentos alheios...Que tontice a minha!!
    A Miss Smile sabe do que falo!! :)

    Para um próximo 'desafio' garanto-lhe que abrirei 'despudoradamente' tudo o que a minha alma sente e, por vezes, me leva a escrever, mesmo sem acreditar ter conseguido transmitir a essência do que sinto!:)

    Um beijinho e parabéns a todos os participantes.

    Janita

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    1. Querida Janita, ainda está a tempo. Estamos sempre a tempo. Quando perdemos um comboio, vem logo outro a seguir. A Princesa definiu muito bem a insegurança que todos sentimos e o receio de sermos julgados. Eu sentia exatamente isso no início, quando comecei a escrever aqui. Hoje, é-me quase indiferente. Desde que não se esteja a fazer mal a ninguém, não há formas erradas de ser.

      Um beijinho :)

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  6. Tão bom ler-(te)vos! Os blogs têm mesmo gente dentro, da boa!

    Beijos com palavras doces :)

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    1. Se têm, querida Maria! E tu és uma delas! Muito obrigada pelo teu testemunho que contribuiu para enriquecer esta série maravilhosa de partilhas.

      Beijinhos com palavras de algodão-doce :)

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  7. Queria ter enviado mas já não fui a tempo. Deixo agora aqui. Eu nunca fui de escrever, sinto que ainda não sou, nem sei se alguma vez serei. Mas acho que vou escrevendo por diversos motivos. Às vezes é porque quero deixar memórias aos meus filhos, tenho aquele fantasma de que posso partir demasiado cedo e assim seria uma forma deles conhecerem a mãe por dentro. Outras vezes é porque há coisas difíceis de partilhar numa conversa. Mesmo com quem tenho muita intimidade, parece que falta sempre conseguir exprimir alguma coisa. A escrita colmata essa coluna e a partilha do nosso interior combate a solidão, aquela que todos temos em alguma medida. Outras vezes escrevo apenas por futilidade, banalidades, coisas que me vêm à cabeça sem grandes preocupações do politicamente correcto.
    Escrever também ajuda a arrumar os sentimentos. Quando estes se tornam palpáveis, pela palavra, ganham outra dimensão. Já escrevi algumas coisas, muito raramente, enquanto estava lavada em lágrimas e isso pacificou-me. Resumindo, para mim escrever é quase sempre um acto egoísta.

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    1. Vou responder-lhe mais demoradamente, porque em relação aos outros participantes já o fiz individualmente por e-mail. Primeiro, a Mãe Sabichona não só sabe escrever, como escreve muito bem. Eu gosto de ler sobre as peripécias dos “pequenos Sabichões”, sobre as suas dúvidas pertinentes e as suas conclusões sempre objetivas e lúcidas, que revelam uma grande maturidade para uma pessoa ainda tão jovem. E é verdade que a escrita “domestica” o mundo e a nossa vida, para além de ter um efeito redentor e pacificador. Só não diria que é um ato egoísta, mas é, sem sombra de dúvida, um ato introspetivo.

      Um beijinho e obrigada (ainda veio muito a tempo) :)

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  8. Miss Smile, li o desafio e tive a intenção de participar. Porém, o prazo estabelecido não e permitiu.
    Gosto do que encontro aqui.
    Se houver outra ronda...
    Beijo

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    1. Isabel, estás ainda a tempo de dar o teu contributo! Aqui, o chá nunca arrefece :)

      Um beijinho :)

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  9. Belo desafio, Miss Smile! Gostei! :)

    Beijos

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    1. Para ser justa, coloquei-o primeiro a mim própria e… não foi fácil!

      Um beijinho, Princesa, e obrigada pelo seu texto tão sincero :)

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  10. Obrigada, Miss Smile, por este 'desafio' e pela partilha. Que belo post saiu!
    Beijinhos

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    1. Foi o melhor post de sempre, escrito a várias mãos! E não foi nenhuma dor de cabeça, pois não? :)

      Um beijinho, Ava, e obrigada pelo teu contributo :)

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    2. Não! De todo, Miss Smile, adorei. :))

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    3. E esse chapeuzinho fica-lhe a matar! :))

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  11. Não dei conta deste 'desafio' - falta de tempo para a net...Mas gostei dos textos que te remeteram. Como gosto dos teus textos sempre tão inspirados e tão completos.

    Gosto muito de aqui vir. Obrigada.

    Beijinhos

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    1. As pessoas e os textos são diferentes, mas todos têm uma coisa em comum: o gosto por escrever e partilhar. E eu também gosto de visitar o teu jardim de roseiras bravas :)

      Um beijinho, Graça :)

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  12. Ao ler as contribuições e comentários acima, fiquei a pensar como é interessante o fenómeno de se juntarem pessoas bonitas em redor dos blogues bonitos.
    :-)
    Linda Miss Smile.

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    1. Tu deves saber do que falas, pois o teu blogue é um desses sítios bonitos onde se encontram pessoas bonitas. E tu é que és linda!

      Um beijinho, querida Susana :)

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  13. Vim aqui através da nossa amiga Carmem e tenho de lhe agradecer, pois gostei muito deste cantinho e dos textos fantásticos que sairam em resposta à pergunta feita, Se eu tivesse vindo a tempo do desafio teria respondido o que vou dizer agora, Eu não me considero uma pessoa que escreve; sempre digo que me falta imaginação suficiente para escrever textos. O que eu faço é interpretar aquilo que os outros escrevem, deixando que a minha alma interorize a mensagem e depois ela lá vai fazendo a sua reflexão e deixando sair as suas inquietações, dúvidas, emoções. Se me for dado o assunto, sou capaz de " dissertar " sobre ele e dificilmente em poucas frases. É minha caracteristica alongar-me muito nas tais interpretações que a minha alma faz às mensagens que as pessoas que escrevem tentam passar. Não considero " escrever " a esta minha aptidão; Escreve quem tem a capacidade de imaginar, de criar.
    Obrigada e com certeza voltarei cá mais vezes. Um beijinho
    Emilia

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    1. Mas isso é escrever! A escrita é uma interpretação que fazemos do mundo, da vida, das pessoas, dos sentimentos… Quanto à imaginação, deixe-me que lhe diga que já não há nada para criar – os gregos antigos já escreveram sobre tudo. A partir daí, só nos restam os pontos de vista e as interpretações…
      Já fui visitar o seu espaço depois de ter lido o último post da amiga Carmem que reproduzia uma reflexão sua. E gostei muito do que encontrei – reflexões que revelam sabedoria e profundidade.

      Um beijinho e muito obrigada pelo seu comentário :)

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  14. ~~~
    Não participei, porque nunca pude praticar a escrita criativa.
    Tive uma vida de muito trabalho, acumulando funções
    docentes e domésticas e o que mais treinei foi elaborar
    planos e testes, redigir actas, preencher formulários de avaliação, elaborar relatórios, um sem fim de burocracia que me foi exigida para ter o prazer de ser professora,,,

    Agora, prestes a entrar na 3ªidade, ando com muita vontade
    de experimentar...

    Achas que tenho hipóteses?

    ~ Beijinhos, querida Smile.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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    1. A minha resposta é um sonoro SIM. Se tens vontade, porque não? Imagino que, como professora, tenhas tanto para contar! Mas escrever dá trabalho. É necessário escrever e corrigir, corrigir, corrigir. Horácio dizia que todo o autor deve escrever dez horas por dia; duas para a escrita e oito para as correções. Mas, nós, como meros “amadores da escrita” não temos esse grau de exigência em cima de nós. UFA! :)

      Um beijinho, querida Majo :)

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  15. Gostei muito de estar a ler porque é que escrevem alguns bloguistas que já sigo e outros que fui descobrir.
    Obrigada :)
    um beijinho

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    1. Estas partilhas abrem-nos novos horizontes e abrem-nos a novas pessoas.
      Obrigada por ter participado :)

      Um beijinho, Gábi :)

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  16. Gostei muito dos textos. Gostei também do desafio é sinceramente nunca me tinha questionado o porquê de eu escrever. Não sou muito de prosa e a verdade é que às vezes sem querer tudo me sai em verso e em rima. Beijos com carinho

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    1. A escrita obedece a tantas formas e conteúdos. Numa folha de papel podemos ser verdadeiramente livres.

      Um beijinho e obrigada pela sua visita :)

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  17. Esta iniciativa foi muito interessante.
    Porque nos permitiu "conhecer" um pouco melhor pessoas que estão presentes, ainda que só virtualmente, no nosso dia-a-dia.
    Beijinhos

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    1. Foi uma espécie de “confessionário” :)
      Obrigada pela sua participação, Pedro. Já deu para concluir que é um comunicador por excelência :)

      Um beijinho e um bom fim de semana :)

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  18. Magníficos e belos textos que proporcionaram momentos bem agradáveis de leitura.
    Um abraço e bom fim de semana.

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    1. Sem dúvida, Francisco. Foi uma honra ter recebido respostas tão bonitas para a minha pergunta!

      Um abraço e um bom fim de semana :)

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  19. Miss Smile, ainda posso enviar o meu humilde contributo, ou já fechou ?
    Bom fim de semana,
    Mia

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    1. Claro que sim, Mia. Será uma prazer :)

      Beijinho

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    2. está muito bem. obrigada. espero não defraudar.
      beijinho

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    3. Cá fico à espera dos seus "desabafos" :)

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  20. Boa tarde, excelente iniciativa, escrever é essencial por vários motivos.
    Feliz fim de semana,
    AG

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    1. Existem tantos motivos quanto pessoas, como já foi dito pelo C.N. Gil. É um privilégio podermos trocar experiências e opiniões.

      Um abraço, AG, e um feliz fim de semana :)

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  21. Adorei ler estes testemunhos. Gostei especialmente do que diz que escreve porque transborda. Identifiquei-me completamente. Porque tenho necessidade de deixar, para memória futura, tudo o que vai para além da minha essência, sem deixar de fazer parte dela.

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    1. É uma imagem muito bonita a que a ana utilizou. E tão verdadeira!

      Um beijinho e obrigada pela sua visita :)

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  22. Querida Miss Smile:
    Ultimamente ando com muito pouco tempo para a escrita e para a net, mas a vida é mesmo assim, feita de imprevistos.
    Estive a ler com atenção os vários e sentidos "testemunhos", e descobri que em quase todos há uma vontade de partilha e libertação que só a escrita proporciona.
    Tenho um grande caminho a percorrer, pois comparo o que escrevo com o que leio ( faço-o muitas vezes para aprender e melhorar) e sinto que estou ainda na primária da escrita rss

    Foi um prazer poder participar, pois admiro-a muito Miss Smile :)

    Um beijinho

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    1. Eu é que agradeço o seu bonito contributo. Não é justo que diga que ainda está na "primária da escrita". Na verdade, cada um vai seguindo o seu próprio caminho. No entanto, julgo perceber o que escreve. Também eu me sinto muitas vezes "pequenina" perante os escritos de tanta gente talentosa que publica na Internet. Para mim, a escrita é, sobretudo, descoberta e revelação. Há coisas que só começam a fazer sentido depois de escritas.

      Um beijinho, querida Fê :)

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    2. Querida Miss Smile, vim retribuir o beijinho e agradecer-lhe de novo as suas palavras.
      Vou fazer uma pequena pausa no meu blogue, não faz sentido continuar a publicar sem conseguir responder a todas as visitas e comentários que gentilmente me oferecem, prometo ser breve :)

      Beijinho

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    3. Querida Fê, como eu a compreendo. Eu estou com a mesma falta de disponibilidade. Também eu prometo que a minha pausa será breve :)

      Um beijinho :)

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  23. Ah Miss Smile, não vi o seu desafio. Mas lendo agora o texto que lhe deu origem e lendo todos estes testemunhos, consigo encontrar nalguns deles razões que me assentam bastante bem, embora a escrita me fuja, por vezes. É como se as poucas palavras que tenho se recusassem a encaixar no texto que eu quero fixar. Provavelmente a maior razão por que escrevo é para aprender, para treinar, para ver se consigo arrecadar mais algumas palavras. :)

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    1. As palavras, por vezes, escondem-se em armários, como refere a Ava. Padeço do mesmo mal: elas brincam comigo às escondidas quando não me apetece brincar :)

      Um beijinho, Luisa, e obrigada pelo seu comentário :)

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  24. Olá, Miss Smile.
    Já cá tinha estado na quinta-feira pela manhãzinha, mas, pelos vários testemunhos, que queria ler com calma, para além de ler também os comentários - nos comentários encontramos, com facilidade a essência das pessoas, porque dão a conhecer sua interpretação do texto e a maneira como suas almas o recebem. Por tudo isso, cá estou, novamente. =)
    É interessante os diferentes sentimentos que nós, pessoas, temos em relação às mesmas coisas/situações. E mais interessante, na minha opinião, é quando descobrimos que, para os mesmos sentimentos, damos nomes diferentes. Nas variadas razões, uma é linear: no escrever estamos a transpor uma ideia (seja lá o que isso possa significar para nós) para palavras/frases/textos em prosa ou poesia grandes ou mínimos.
    Foi muito interessante esta sua ideia, como também foi igualmente interessante conhecer os testemunhos e os comentários.
    Numa frase tão pequenina, a autora disse tanto: "porque transbordo" - pensei: é isso, tantas vezes!
    Outro testemunho de quem "todas as noites dá corda as sonhos", diz que "Escrever une-me a quem me lê" - sim!
    Ainda outro confessa que "a palavra assistiu-me como elemento medicinal cicatrizante", e em tantos pedacinhos dos outros textos eu também me encontrei. Porque deve ser assim com tantos, se não com todos.
    Ontem, ouvi de um senhor a dizer de sua própria relação com a escrita, que a ele custava muito escrever: "dava muito trabalho. Ia dormir e acordava durante meses, às vezes anos, acompanhado das palavras, até concluir o romance".
    Outra disse-me que "escrever era um vício do qual não se livrava".
    Eu tenho nele uma necessidade.
    Acho mesmo, que, às vezes é a minha salvação.

    bjn amg

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    1. Carmem, muito obrigada pelo seu interessante comentário que faz uma análise aprofundada sobre os vários testemunhos. No fundo, escrever é uma experiência, é uma viagem interior, é despertar a vida que ecoa em nós. É procura, descoberta, interrogação, redenção. As palavras têm essa força – a da metamorfose. Escrever permite aprofundar a nossa consciência. Por isso, a mesma palavra nunca é igual, nem para nós nem para os outros. Gostei muito da sua última frase – a escrita como salvação. Talvez seja precisamente isso. A consciência da nossa existência finita, sempre ligada a uma inseparável melancolia, faz-nos escrever. Escrever talvez seja uma forma de a superar.

      Um beijinho, com amizade

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    1. Obrigada. Uma boa semana para si também :)

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  26. Escrever é um gesto tão simples como o de respirar, mas de importância vital para quem o toma para si. O mote para se empunhar o dedo da palavra por vezes encontra-se dormente, e este seu desafio mostrou que a cumplicidade da amizade é admirável, levando quem escreve a interiorizar-se e partilhar-se neste espaço blogosférico.
    A Maria Flor não escreve por necessidade, fá-lo para não deixar morrer a outra parte que vive adormecida dentro de si e que lhe permitiu em tempos idos sobreviver. Um dia que a memória lhe falhe, ela sabe que só as palavras lhe sobreviverão.
    Bem Haja, Miss Smile.
    Fica um beijinho com grande estima e admiração.

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    1. Nós somos fragmentos, várias existências espalhadas pelo curso de uma só vida ou - e há quem o diga - de várias vidas numa só. Todos somos descontinuidade. A escrita permite recuperar, recriar e reinventar a unidade perdida. Escrever é um reencontro com todas essas partes descontínuas que formam um todo em permanente mudança. E as palavras ligam a memória ao presente. Agostinho da Silva escreveu:

      (…)
      de nós nada mais deixamos
      que vãs memórias,
      só Deus é grande, só Deus é santo
      e o demais histórias".

      Um beijinho, com amizade

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  27. Boa e feliz semana a escrever maravilhosamente.
    AG

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    1. Obrigada, António. Agradeço também em nome de todos os que participaram, que continuam a dedicar-se a escrever maravilhosamente. Já eu, tenho andado “preguiçosa”… :)

      Um braço e uma boa semana para si

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  28. Apenas uma palavra para esta iniciativa e para tudo o que li aqui: Fantástico!

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    1. Sabes, GM, este “desafio” foi uma espécie de salto no escuro. Eu própria não sabia se haveria interessados e, os que participaram, entregaram-se de coração e alma à iniciativa. Para eles, foi um salto ainda maior no escuro. Fiquei muito orgulhosa por ter tanta gente corajosa e confiante a ler este blogue.

      Um beijinho e parabéns, Ciclista, por mais uma superação :)

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  29. Respostas
    1. Os textos são maravilhosos. Neles, mais do que palavras, lê-se o fundo misterioso que é a vida. E a escrita é também uma (re)construção da vida.

      Um beijinho

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  30. Gostei, sinceramente, de ler as respostas, muitas delas com a sensibilidade à flor da pele. Isso deve-se, creio, à forma como o desafio foi colocado, por uma pessoa que suscita confiança, disponibilidade para sorrir e abraçar.
    Gostei, e muito, do que aqui li.

    Um beijinho :)

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    1. :)
      Aqui, gostamos de nos ouvir, compreender, sorrir e abraçar. Manias :)
      Para mim, tudo isto é uma gratificação muito grande. Se estou, de alguma forma, a fazer bem a alguém, estou também a fazer bem a mim mesma. Talvez este seja um egoísmo salutar :) E eu tenho aprendido, tanto, tanto com as pessoas que aqui comentam e escrevem.

      Um beijinho, AC

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  31. a pergunta que eu agora (egoistamente) faço é: porque não escreve, Miss Smile?

    um beijo

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    1. Querida flor, as razões são várias – muito trabalho, muitos afazeres, alguns contratempos, alguns sustos e cuidados com pessoas próximas. Tenho alguns jardins para cuidar cá fora. Mas não me esqueci deste, assim como não me esqueci das pessoas que me visitam. E não me esqueci de si. Porque quando escrevo, escrevo também para as pessoas que estimo.

      Um beijinho, querida Açucena :)

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    2. :))

      nesse caso, fica o abraço e um grande beijo.

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    3. :))

      Abraço e beijo XXL aceites :)

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  32. Que maravilhoso questionamento e vim pela Carmem
    Grinheiro , adorei as respostas que aqui encontrei!

    Eu escreve nos meus blogues e sinto necessidade de colocar meus pensamentos em ordem escrevendo.,Assim, desde simples listas, me ajudam. Mas quando escrevo , deixo o coração falar e viajo nos personagens... Por vezes, após ler, nem parece ter saído de dentro de mim,rs...

    Mas sei que sento com uma inspiração e ela aflora...Meus dedos não param mis até que esteja pronto! beijos, tudo de bom,chica

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    1. Muito obrigada, Chica, pela sua partilha. É interessante o que escreve e muito verdadeiro - depois de ler, as palavras parecem não ter saído de nós...

      Um beijinho e muitas felicidades para si :)

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